
Vosbeek EGM et al. publicaram em 2025, na Otology & Neurotology, a primeira revisão sistemática com meta-análise a avaliar o papel das provas calóricas e do vHIT na diferenciação entre Doença de Ménière (DM) e Enxaqueca Vestibular (EV). O estudo destaca-se pela metodologia robusta e incluiu 21 estudos e 3.096 doentes.
Os autores demonstraram que a parésia canalicular nas calóricas é significativamente mais frequente na DM (OR=7,0), sendo o marcador vestibular com maior valor discriminativo. O vHIT anormal (OR=3,38) e a presença de sacadas corretivas (OR=3,52) também ocorreram mais frequentemente na DM. Para a prática clínica, estes resultados sugerem que a evidência de disfunção vestibular periférica pode apoiar o diagnóstico de DM em casos de vertigem recorrente com apresentação clínica ambígua.
