
O artigo de Dasgupta et al. (2025) realiza a primeira revisão sistemática dedicada ao uso do video head impulse test (vHIT) em crianças, avaliando 26 estudos publicados e 1691 participantes com idades entre 5 meses e 18 anos.
A pesquisa revela que o teste é tecnicamente exequível e fornece medidas significativas do reflexo vestíbulo-ocular (VOR), especialmente dos canais semicirculares laterais.
Os resultados apontam para médias do ganho do VOR de cerca de 0,96 (lateral) e ligeiramente menos para os canais verticais. A eficácia do teste depende fortemente da experiência do examinador, do ajuste da máscara e da colaboração da criança.
A revisão confirma a utilidade do vHIT como ferramenta diagnóstica na investigação de disfunções vestibulares infantis. O estudo ainda é limitado pela heterogeneidade dos ensaios incluídos e pela falta de padronização inter-equipamento, o que restringe a utilização clínica universal das médias apresentadas.
Trata-se de uma revisão sistemática sólida, inovadora e clinicamente relevante, embora com limitações inerentes à escassez e heterogeneidade de dados pediátricos.
