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A Vertigem cervical revisitada pela Sociedade Barany

Neste recente artigo da Sociedade Bárány foi avaliado o conceito de “Cervical Dizziness”, incluindo-se num projeto de Classificação Internacional das Patologias Vestibulares.

Após revisão minuciosa da literatura foram identificados 6 mecanismos possíveis: disrupção das aferências somatossensitivas, implicação do sistema trigemino-autonómico (associado ou não a enxaqueca), hipótese neurovascular (compressão do plexo simpático das artérias vertebrais) e o síndrome do seio carotídeo como facilitador de lipotímia.

Foi concluído que os estudos existentes não permitem evocar conclusões de grande qualidade ou fiabilidade, sendo necessário estudos sobre fisiopatologia e terapêutica que combinem uma ótima metodologia (duplamente cegos, controlados com placebo) e uma hipótese prévia robusta. Assim, atualmente, não é possível estabelecer uma relação entre desequilíbrio/vertigem e patologia cervical, estabelecer os seus critérios ou recomendar terapêutica, sendo fundamental a investigação futura.

Desta posição foram excluídos os traumatismos resultantes de mecanismo de chicote -“whiplash”- (pois a aceleração cervical é obrigatoriamente acompanhada pela aceleração cefálica, pelo que os sintomas resultantes dificilmente poderão ser apenas atribuídos a patologia cervical), e a vertigem vascular (o síndrome extraordinariamente raro de oclusão transitória das artérias vertebrais por patologia espondilótica, com os movimentos cervicais).

Texto de Ana Inês Martins

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36404562/

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