Caros amigos,
 
O ano de 2020 revelou-se um ano atribulado! O clima de insegurança gerado pela COVID-19 parece não nos querer abandonar!
Devido a este clima de insegurança e como medida preventiva e de proteção da saúde de todos, a Direção da APO decidiu adiar o Congresso Anual anteriormente agendado para os dias 8, 9 e 10 de outubro de 2020 para nova data - dias 24 e 25 de setembro de 2021.
Sendo um dos principais objetivos da APO dar formação aos profissionais e incentivar a investigação na área da Otoneurologia, é necessário reinventar as formas de conseguir honrar este compromisso. Assim, utilizando os meios de comunicação digitais,  iremos chegar aos associados partilhando o conhecimento e fornecendo a formação necessária para enfrentar este “novo mundo”,  em que agora teremos de viver, nos tempos mais próximos. 
Com esse objetivo,  a APO vai redirecionar a sua estratégia de comunicação, organizando Webinars temáticos e cursos “online” sobre diferentes temas.
Serão organizados até ao final de 2020 cursos “online” sobre os seguintes temas:
- Exame vestibular sumário;
- Surdez súbita
- Doença de Ménière/enxaqueca vestibular
Em dezembro será organizada uma sessão para apresentação de trabalhos de investigação, na forma de comunicações livres ou posters, cujo título será “Otoneuro 2020”, a cujos autores será atribuído o respectivo diploma e atribuídos prémios. As regras de participação serão divulgadas posteriormente.
Saudações cordiais,
 
Nuno Trigueiros
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia

O principal objectivo da APO é promover a formação pré e pós-graduada dos grupos profissionais que se dedicam à nossa área de intervenção - a otoneurologia. Nesse sentido, organizam-se congressos regulares, patrocinam-se reuniões promovidas por diferentes Serviços Hospitalares, colabora-se com congéneres estrangeiras, e no nosso site publicam-se artigos relevantes de autores nacionais e estrangeiros e noticia-se o que se considera relevante. 
 
A organização de reuniões é onerosa e necessita dos apoios da indústria farmacêutica e de equipamentos, apoios esses cada vez mais escassos e limitados. A presença dos seus representantes nas reuniões científicas permite, por exemplo, o contacto e demonstração de novos equipamentos e técnicas. Mas, as mais-valias das reuniões presenciais, além do interesse dos programas científicos na formação dos participantes, são o contacto entre eles e também dos participantes com os opinion-leaders convidados.  Por todas estas razões os congressos são fundamentais. 
 
Porém, nos últimos anos assistiu-se a uma proliferação de reuniões, que, se por um lado proporcionam um estímulo para os mais jovens na apresentação de trabalhos científicos e uma maior visibilidade e prestígio para as instituições organizadoras, por outro reduzem os apoios disponíveis. Chegou-se assim a uma fase de dificuldades financeiras na organização dos congressos nacionais de praticamente todas as sociedades médicas, suportados fundamentalmente pelas inscrições dos participantes, dificuldades que obrigam a grande ginástica e rigor nas despesas. 
 
XX
 
A aprendizagem desde sempre viveu da dicotomia entre o professor/formador e o aluno/formando, com recurso a meios didácticos que evoluíram ao longo dos tempos, desde o papiro às novas tecnologias de informação, nomeadamente o recurso à Internet. Por outras palavras, o ensino pôde passar a ser feito a distância, mediante a utilização de vários tipos de plataformas com diferentes capacidades, como atingindo maior ou menor de participantes, plataformas que permitem reunir virtualmente e em simultâneo no écran do computador de cada formando, conferencistas localizados até em diferentes continentes. Cada formando, no local que lhe aprouver, sem ter de se deslocar, assiste às palestras, acompanhadas por vídeos, gráficos, ppt, etc, e tem possibilidade de interagir com os palestrantes, quase como se de ensino presencial se tratasse. Tudo isto sem despesas por parte dos organizadores no aluguer de espaços, onde se aloja a audiência tradicional dos congressos.
 
Claro que estamos longe daquilo que o elearning assíncrono permite e de que é exemplo o nosso Curso de Exploração Funcional Vestibular, ou da excelência do poder de comunicação de alguns palestrantes, que por vezes circulam pela sala, suscitando eles mesmos importante interacção com a assistência, mas as videoconferências utilizadas como elearning síncrono e os webinars, neste momento, com as restrições epidemiológicas conhecidas, as quais ir-se-ão prolongar por tempo indeterminado, e as limitações financeiras que inevitavelmente comportam, estão cada vez mais na ordem do dia. Importante é o papel que as sociedades científicas, as instituições universitárias ou a Ordem dos Médicos devem desempenhar na validação dessas iniciativas. Uma coisa é marketing, outra é ensino deontológico e cientificamente correctos das matérias versadas. Este tipo de ensino a distância não é seguramente o método pedagógico de eleição, porque é essencialmente expositivo, mas proporciona de modo mais económico os objectivos de ensinar e aprender.
 
Vivemos uma época onde subitamente nos encontrámos confrontados com desafios para os quais procuramos soluções adequadas. No que se refere ao ensino em geral, surgem novos paradigmas ou recuperam-se soluções que se julgavam arrumadas na História. Neste momento tem de se apostar no ensino a distância e, desejavelmente, em cursos de elearning assíncrono. Adequar custos e benefícios, tendo em vista o mais importante – ensinar para fazer aprender, do modo mais eficaz possível, com os recursos disponíveis. É o desafio.
 
F. Vaz Garcia 

Neste primeiro editorial que escrevo como presidente da APO queria em primeiro lugar agradecer aos colegas que aceitaram concorrer a meu lado para os diferentes órgãos diretivos da Associação e ajudar a levar esta missão a bom termo. Também queria agradecer a todos os sócios que confiaram nesta lista diretiva e nos confiaram os seus votos.
 
Queria também prestar uma justa homenagem à direção anterior, que tão bem orientou a APO durante os 3 últimos anos e, especialmente, à Sra. Dra. Conceição Monteiro como sua presidente. Deixaram-nos um legado de competência e dedicação, colocando a fasquia num nível de excelência que dificilmente será ultrapassado, apesar das condições adversas que se vivem nestes tempos, particularmente nas relações com a indústria farmacêutica e com as empresas de dispositivos médicos, motivadas pelo enquadramento legal nacional e europeu que as regula.
 
Este enquadramento legal desfavorável condiciona de forma significativa o desenvolvimento de atividades formativas por parte das associações científicas e obriga a tomar precauções na sua organização. A primeira destas precauções é fugir da época alta da hotelaria, antecipando a realização do congresso nacional para fim de Março, início de Abril, e tentar distancia-lo da data do Congresso da SPORL que se realiza em Maio. Assim, o próximo Congresso Nacional da APO decorrerá de 26 a 28/3/2020.
 
Outro objetivo desta direção é ser mais abrangente nos temas a abordar nas reuniões científicas, tentando misturar a vestibulogia com a audiologia, com patologia otoneurológica central, não esquecendo as inovações científicas e os avanços tecnológicos mais recentes. Também a investigação científica será privilegiada por esta direção, tentando criar nos colegas mais novos o desejo de ir mais além no conhecimento e na inovação.
 
Outro dos objetivos desta direção é criar o “Dia da Audição” tentando chamar a atenção do público em geral sobre a importância social e relacional deste sentido, sobre os riscos da exposição ao ruÍdo profissional e recreativo e da importância da reabilitação precoce da surdez para a manutenção duma vida socialmente ativa e na prevenção da demência.
 
Nuno Trigueiros
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia

O site da Associação Portuguesa de Otoneurologia (APO) é o principal veículo de comunicação da Associação com os seus sócios e com o publico em geral. Com a chegada do novo ano de 2020 é a altura de perspetivar a atividade que a APO irá desenvolver ao longo do 1º semestre. 
No dia 1 de fevereiro irá realizar-se a XII Reunião de Inverno que terá como tema “A surdez súbita. Esta reunião será em Tarouca e terá como objetivo aprofundar o tema e preparar a redação do Raport deste ano e a mesa redonda principal do Congresso Anual.
 
No dia 3 de março, a Associação Portuguesa de Otoneurologia pretende comemorar o Dia Mundial da Audição, chamando a atenção para o papel fulcral que desempenha, no desenvolvimento psicomotor da criança, na integração social e profissional plena do ser humano e no processo de envelhecimento ativo. Em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, e nas instalações da mesma, pelas 17horas terá lugar um evento que contará com um debate no qual participarão vários intervenientes do mundo da audição e terminará com um momento musical. Na mesma data pretendemos estimular os diferentes serviços de otorrinolaringologia para a realização de ações de sensibilização para a importância da audição.
 
No dia 27 e 28 de março irá realizar-se em Tomar o Congresso Anual da APO para o qual convidamos o Prof. Herman Kingma para Presidente de Honra e o Prof. Herminio Pérez Garrigues como perito internacional. Para além da mesa redonda sobre “A Surdez Súbita”, irão ser abordados outros interessantes temas de otoneurologia. Este congresso contará ainda com um curso ministrado pelo Prof Herman Kingma.
 
Como devem ter notado a data do Congresso Anual foi antecipada para março. A razão foi distanciá-lo do Congresso da SPORL-CCP sem cair na época alta da hotelaria que se inicia em junho. Verificamos que era despropositado concentrar no mês de maio os dois principais congressos que envolvem os otorrinolaringologistas criando um conflito temporal desnecessário. Assim no próximo triénio o Congresso Anual será realizado em março.
 
Cordiais saudações.
 
Nuno Trigueiros 
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia

“Artigo 1 – as eleições realizar-se-ão de 3 em 3 anos”
 
Caros Associados:
 
Esta é a afirmação primeira do regulamento eleitoral. 
Aquela que dá esperança e vitalidade às associações.
Vamos renovar, escolher outras pessoas, trazer novas ideias, continuar o que temos feito melhorando os resultados. 
No dia 24 de Maio teremos a Assembleia Geral da APO no decorrer do Congresso Anual da conforme marcação anunciada.
Ireis receber conforme está estipulado no regulamento eleitoral a convocatória para a Assembleia Eleitoral que irá funcionar nesse mesmo dia. Isto tem importância porque uma vez marcada a Assembleia Eleitoral os Associados têm um período mínimo de 15 dias para apresentar as suas listas candidatas. Estas listas terão que estar na posse do Presidente da Assembleia Geral (neste caso eu) até ao 35º dia antes do Ato Eleitoral.
Para resumir:
  • Assembleia Eleitoral será no dia 24 de Maio.
  • Marcação de Eleições com data limite de 4 de abril.
  • Apresentação de candidaturas com limite a 19 de abril.
Façam o favor de pensar no futuro da Associação, de discutirem o melhor destino, de pensarem em novas estratégias e iniciativas, de escolherem os melhores e os melhores que se prontifiquem para o exercício.
Em maio vamos renovar. Vamos a isso.
Se estávamos bem que fiquemos melhor, se não gostámos muito façamos melhor, se não gostámos nada apresentemos alternativas.
Até Évora
 
Pedro Tomé
Presidente da Assembleia Geral da APO

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